Coloca na Roda – A resistência não pode parar!

Publicado em 13 de novembro de 2017 por Bruna Martins

Por: Bruna Martins

Falta menos de dois meses para 2017 acabar e as notícias do Paraná, Brasil e do mundo inteiro não param. Mesmo nesta época, onde as mentes não se desligam um segundo em meio à avalanche de problemas sociais, neblina política e uma certa dose de “euforia coletiva”, nunca é demais lembrar que existem razões para acreditar que nós podemos fazer parte da solução.  É nessa pegada que a coluna Coloca na Roda voltou até você, afinal, a resistência não pode parar!

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1. Violência contra a mulher: precisamos falar disso e ONU abre edital de incentivo à temática

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Infelizmente, a violência contra a mulher ainda é um problema muito presente em todas as partes do mundo. Assédio, agressão física, violência sexual, violência psicológica e tantas outras formas manifestam uma realidade dura, triste e que não cabe nas estatísticas.

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Só em 2016, pelo menos uma em cada três mulheres sofreu algum tipo de violência, conforme aponta a pesquisa “Visível e invisível: a vitimização das mulheres no Brasil”, realizada pelo o Fórum Brasileiro e Segurança Pública (FBSP) e o Instituto Datafolha. 

O mesmo levantamento revela que mais da metade (59%) das mulheres que passaram por alguma dessas situações não teve coragem de denunciar. Mais de 60% foram cometidos por agressores que conheciam a vítima, sendo que 43% das situações aconteceram no ambiente doméstico.

Segundo a ONU, 7 a cada 10 mulheres já foram ou serão violentadas em algum momento da vida. Este cenário diz muito sobre a tolerância social que gira em torno do tema e como nós precisamos falar disso.

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Se isso te toca de alguma forma, não deixe de conferir o que está rolando no Fundo Fiduciário da ONU para Eliminar a Violência Contra a Mulher. Até o dia 5 de dezembro, o órgão recebe propostas de OSCs que tenham como objetivo prevenir e erradicar este problema de alguma forma. Os projetos precisam durar 3 anos e as solicitações podem ser financiados entre R$50 mil e R$1 milhão de dólares.

Quer saber mais? Acesse o edital completo. O arquivo está disponível em inglês, espanhol  e francês .

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Ainda sobre essa temática, não dá para perder a roda de conversa “Ser mulher na rua: feminismo e enfrentamento urbano”, que acontece na próxima sexta (17), às 19h30, no Veg Veg – Empório Vegetariano. O evento é organizado pelo coletivo Deixa Ela Em Paz em parceria com o grupo Fabulosas e marca a estreia de iniciativas do Circuito de Enfrentamento Urbano – CEU para mulheres. Para mais informações, acesse o evento no Facebook!

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2. ENEM 2017: uma aula de Direitos Humanos que ainda precisamos  

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Você se lembra de ter estudado com algum colega que precisava de intérprete/tradutor para acompanhar as aulas? Será que todas as salas de aula do país hoje contam com políticas públicas que apoiam esses estudantes?

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Segundo o Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 344 mil pessoas não conseguem ouvir de modo algum. Apesar desse número ser relativamente alto, a acessibilidade ainda é um desafio em nosso país.

Em 2008, o Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência abordou a temática na cartilha “Inclusão Social da Pessoa com Deficiência: medidas que fazem a diferença” ressaltando o quanto nós enquanto rede precisamos falar sobre o assunto:

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 “Na área de educação precisamos trabalhar a inclusão escolar com responsabilidade formando professores, informando os recursos humanos da rede escolar e aparelhando-a de tal modo que haja um resultado positivo da inclusão, e não simplesmente a substituição de um sistema paralelo de educação especial por um sistema de exclusão camuflada. (IBDD, p.52, 2008)

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Na dia 5 de novembro,  estudantes do Brasil inteiro se depararam com a proposta de redação do ENEM  envolvendo a temática. O recorte da redação, voltado especificamente às pessoas que sofrem com deficiência auditiva em algum grau e os desafios enfrentados em sala de aula, seja na escola, na universidade ou em outros espaços educacionais.

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O assunto ganhou as manchetes dos jornais e as redes sociais. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) e o MEC afirmaram que iam zerar a nota de quem desrespeitasse os direitos humanos na prova. No entanto, o Tribunal Regional Federal da 1ª região impediu a decisão.  As manifestações não pararam por aí e após toda essa repercussão.

O jornal  Estadão publicou o caso de um jovem com deficiência auditiva que teve que retirar o aparelho durante a prova também ganharam espaço. Diante disto, o recado é certo: não importa quem você é e se você representa alguma entidade.

Todos nós precisamos juntos assistir essa aula e replicar por aí, concorda?

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3. “Ano novo, Teto Novo”: o direito à moradia e um projeto com pessoas que constroem amor

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Ter uma moradia adequada não é só um direito mas algo  essencial para a dignidade humana. Parece óbvio, no entanto, essa realidade ainda está distante de muita gente. Por isso, se você ainda não ficou sabendo da campanha  “Ano Novo, Teto Novo”, corre que ainda dá tempo!

 A iniciativa é organizada por um grupo de 10 voluntários do projeto Construção em Família que faz parte do TETO e ideia é construir de forma conjunta com a família curitibana  um novo lar.  Para que esse projeto lindo saia do papel, os voluntários estão com financiamento coletivo rolando até o dia  23 de novembro e precisam bater a meta dos R$7 mil reais. 

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Foto: divulgação.

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Com um clique, nós podemos JUNTOS fazer parte desta corrente do bem. Não é só uma doação, é sobre transformação social, empoderamento comunitário e fazer parte de uma história.  APOIE  você também ! <3 

A ação será realizada entre os dias 9 e 10 de dezembro e a casa será mapeada na comunidade Favorita/ Jardim Independência.  Nesta fase do Construção em Família, outros voluntários vinculados à causa também estão engajados no projeto e a proposta é construir  13  lares ao todo.

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Gostou da ideia? Não deixe de conferir esse vídeo aqui:

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E essa reportagem do Conexão Jovem que aborda o assunto! 🙂

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Sobre o TETO:  É uma organização com trajetória internacional, presente há 3 anos no Paraná. Com inúmeros projetos sociais como o Construção em Famílias, o propósito da organização é atuar em conjunto com as famílias, jovens e pessoas em situação de vulnerabilidade, promovendo o desenvolvimento comunitário e humano. Acesse o site.

Se você tem alguma sugestão para a coluna ou gostaria que algum assunto fosse abordado na coluna,  escreva para a gente no contato@sociedadeglobal.org.br ou  entre em contato em nossa página no Facebook! 😉 

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