Coloca na Roda – 5 fatos que marcaram os últimos dias!

Publicado em 20 de setembro de 2017 por Bruna Martins

Por: Bruna Martins

Com tantas notícias, fatos e informações,  fique por dentro do que rolou de importante em Curitiba, no Brasil e o mundo nas últimas semanas!


A informação chega às nossas mãos nas mais diversas formas e meios, em uma velocidade incontrolável. Mesmo com essa enxurrada de informações, sempre há aquelas manchetes que nos deixam com um nó na garganta. O que está acontecendo na cidade e que vai impactar a minha vida e de outras pessoas? O que é colocado de relevante no cenário nacional e até mesmo mundial?  Pensando em direitos humanos, participação social e em como tudo isso pode gerar soluções coletivas, separamos 5 fatos que marcaram as últimas semanas!

1.Exploração da Amazônia regulamentada por decreto

No final do mês de agosto,  Governo Michel Temer polemizou mais uma vez com suas decisões. Por meio de decreto (ou seja, com pouco espaço para diálogo), o presidente encerrou uma lei que destinava a reserva de cobre na Amazônia somente à exploração do Estado. Com isso, a área de proteção ambiental que conta com 4 milhões de hectares entre a região do Paraná e do Amapá fica aberta para a mineração privada e esse caminho abre possibilidades para grandes empresas. O ato foi tratado com repúdio por ambientalistas, biólogos, ativistas e pela população. A decisão é uma ameaça as quatro reservas ecológicas que estão na Reserva de Cobre e Associados (Renca), além do parque, floresta nacional e reservas indígenas locais. Diante disso, o que podemos fazer juntos? Nas redes sociais internautas manifestaram-se contra o ato com filtros “Eu sou Amazônia”.  No Avaaz.org, mais de 1 milhão e 600 pessoas assinaram a petição na tentativa de impedir essa decisão na prática e protestos são organizados em várias cidades.

 

2. A causa mais bonita da cidade –  Salve o Parque Bom Retiro

“Queremos parque inteiro sem mercado no meio”. É esse o manifesto da população que mora nos entornos do antigo Hospital Psiquiátrico Bom Retiro, localizado na rua Nilo Peçanha em Curitiba. Recentemente, o Grupo Angeloni anunciou a construção de um supermercado no local após reunião com a Prefeitura de Curitiba. O caso repercutiu na imprensa e agora o movimento “A Causa Mais Bonita da Cidade” se reúne para pensar em soluções coletivas. O Hospital foi fundado em 1945, sendo um dos primeiros do estado, símbolo da arquitetura da cidade. Após a demolição em 2012, o local se tornou um bosque de 50 mil m² e, por isso, moradores, ativistas ambientais e a vizinhança do parque Bom Retiro está realizando A Causa mais Bonita da Cidade, que já conta com mais de 4 mil seguidores no Facebook. Além do Bosque, a região do terreno tem como fundo três nascentes de rio, sendo o mais importante o Rio Belém.  A discussão dos espaços verdes também é uma preocupação da Sociedade Global que recentemente realizou o evento “Espaços Verdes: que movimento é esse?“, entendendo que as causas ambientais estão atreladas à qualidade de vida, a planejamento urbano e também influenciam nas relações sociais. A próxima etapa será um tour pelos espaços verdes de Curitiba. Fique de olho!

Foto: divulgação/fanpage oficial da Causa Mais Bonita da Cidade.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

3. ONU alerta: após uma década, fome volta a crescer no mundo

Na metade de setembro, a Organização das Nações Unidas (ONU) atualizou sua edição do relatório anual sobre segurança alimentar e nutricional. A conclusão é que, após um declínio, a fome no mundo voltou a crescer e em 2016 atingiu 815 milhões de pessoas, ou seja, 11% da população global. O motivo? Conflitos, guerras civis e mudanças climáticas. O estudo também abordou como a desnutrição pode afetar a saúde das pessoas e a formação. Segundo os dados, 155 milhões de crianças com menos de 5 anos sofrem com atraso no crescimento e 52 milhões estão abaixo do peso. Esse alerta nos faz pensar. O que podemos fazer em meio de um cenário aparente de abundância? Seriam novas formas de produção alimentícia/distribuição de alimento? Entre as várias iniciativas e pessoas que pensam sobre esse assunto, é válido destacar o Good Truck, um projeto social organizado pela arquiteta e urbanista curitibana Gabrielle Mahamud. A ideia é levar comida de qualidade a quem não tem o que comer, em situação de rua ou vulnerabilidade social. Para isso, as organizadoras recolhem e preparam os alimentos não manipulados de restaurantes e supermercados de forma saudável e distribuem para essas pessoas. Lindo quando o coletivo atua, né?

4. Debate de terceirização da saúde e educação em Curitiba x descentralização dos serviços

No final de agosto, questões com relação a terceirização de setores essenciais como saúde e educação tomaram conta de Curitiba. O projeto de lei 9.226/1997 foi apresentado, revogado e aprovado na Câmara Municipal de Curitiba sob protestos. Na prática, artigos dessa lei permitem que a prefeitura contrate organizações sociais para viabilizar a abertura de unidades da saúde e educação no cenário de crise econômica. Apesar das críticas, há também quem defenda o modelo considerando soluções coletivas e descentralizadas do poder público. Mesmo assim, este modelo de gestão gera questionamentos. Recentemente, procuradores do Tribunal de Contas do Paraná criticaram a lei, já que dá brecha para que organizações de caráter privado assumam a responsabilidade estatal. A prefeitura, por sua vez, acredita que a medida aumentará a agilidade e a eficiência dos serviços. O assunto é longo, rende questionamentos e análises. Afinal é possível encontrar um modelo de gestão intermediário entre o poder público e o terceiro setor de modo que o coletivo seja impactado positivamente? Ou como podemos juntos amenizar esses danos e buscar soluções coletivas para a saúde e educação da nossa cidade?

5.  No ranking da educação, Brasil e os investimentos com estudantes primários

O relatório Um Olhar sobre a Educação,  divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) na segunda semana de setembro, concluiu que o Brasil infelizmente é um dos países que menos investe em educação básica. Em contrapartida, as despesas com estudantes universitários são semelhantes às de países europeus. Na prática, o governo gasta por ano U$$3,8 mil por aluno que está matriculado no Ensino Fundamental até o 6º ano. Essa quantia equivale a R$11, 7 mil e representa menos da metade do dinheiro desembolsado por outros países como Luxemburgo, primeiro da lista e que investe US$ 21,2 mil. No cenário do Ensino Superior, o gasto é de quase US$ 11,7 mil (R$ 36 mil), mais que o triplo do que se investe com alunos do Fundamental e Médio. O relatório contempla os dados de 35 países membros da organização é um convite para se pensar a educação na formação do país.  Sobre esse assunto, como podemos juntos melhorar a educação? Existem iniciativas que já fazem isso? Lembre do artigo que já escrevemos sobre o assunto!

Foto: Bruna Martins

 

Com tantos fatos e notícias, a Sociedade Global se propõe a promover reflexões e o acesso e distribuição da informação para que todos tenham acesso igualmente à elas. Juntos podemos pensar em cases e casos/projetos coletivos.

E você, tem algum fato que gostaria de destacar ou que fosse abordado? Nos envie pelo   contato@sociedadeglobal.org.br, ou através da nossa página do Facebook.

 

 

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