12 textos que você precisa ler sobre inovação e empreendedorismo social

Publicado em 6 de maio de 2017 por Equipe Sociedade Global

No último encontro do Jovens Profissionais do Desenvolvimento (JPD), os participantes saíram inspirados e já definiram equipes e mentores. No período da manhã, o articulador Diego Baptista (foto) proporcionou um momento cheio de referências sobre como desenhar e conduzir processos profundos de aprendizado coletivo. Ele também facilitou um momento de autoconhecimento profissional no qual os participantes tiveram insights sobre o futuro que desejam e que projeto pensa em começar.

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À tarde, o advogado, empreendedor e fundador da Libria (Aceleradora de Equilíbrio), Rhodrigo Deda, falou sobre “Lideranças Cívicas em Espaços Colaborativos: o Caso de Curitiba”. Sua palestra foi recheada de referências e, a pedido do público, selecionamos 12 textos que você precisa ler sobre inovação e empreendedorismo social indicados por ele. Essas referências são um aquecimento para o próximo domingo, dia 07 de maio, quando teremos mais um encontro do JPD 2017. Venha com a gente!

 

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01: “A startup Enxuta” – Eric Ries

Como os empreendedores utilizam a inovação contínua para criar empresas de sucesso. Na vanguarda do empreendedorismo do século 21, Eric Ries criou uma abordagem diferente para a administração que gerou um movimento transformador sobre a maneira como os novos produtos são criados, desenvolvidos e lançados. Esses princípios se aplicam a todos aqueles que procuram construir produtos verdadeiramente novos sem desperdício e que podem ser utilizados tanto por startups de empresas de garagem quanto por inovadores presentes nas grandes empresas. Ries, que é empreendedor residente na Harvard Business School, também define desperdício como “toda atividade que não contribui para se aprender a respeito dos clientes”. Trazendo histórias da vida real e lições aprendidas de algumas das empresas mais dinâmicas da atualidade, o autor descreve um plano para que cada um possa executar os princípios fundamentais da startup enxuta e sustentável em qualquer projeto.

02: “Startup: Manual do Empreendedor” – Steve Blank

“Startup: Manual do Empreendedor” é exatamente o que diz ser: um guia passo a passo, abrangente, que orienta as startups a seguirem sempre em frente. Ele encaminha os empreendedores através do processo de Desenvolvimento do Cliente, uma tática que os faz deixar o escritório e ir às ruas onde os clientes estão. O objetivo é bem pontual: desenvolver produtos que realmente façam diferença na vida das pessoas.

03: “Business Canvas Generation” – Alex Osterwalder

“Business Model Generation” é um manual para visionários que se esforçam para desafiar modelos de negócios ultrapassados ​​e projetar as empresas de amanhã. Se a sua organização precisa se adaptar às novas realidades mas você ainda não tem uma estratégia de ação definida, esse livro é uma boa pedida. Co-criado por 470 profissionais de 45 países, “Business Canvas Generation” é uma copilação de ideias estratégicas e ferramentas fáceis de implementar. Ele explica os padrões de modelos de negócios mais comuns com base em conceitos de principais pensadores de negócios. A obra também ajuda a reinterpretar esses conceitos para cada contexto específico. Ao longo do caminho, você entenderá em um nível muito mais profundo seus clientes, canais de distribuição, parceiros, fluxos de receita, custos e sua proposta de valor principal.

04: “Value Proposition Design”, Alex Osterwalder

O livro explica como usar o “Quadro de Proposta de Valor”, uma ferramenta prática para desenvolver, testar, criar e gerenciar produtos e serviços que os clientes realmente queiram. “Value Proposition Design” serve para todos que se frustram com reuniões sem fim, achismos e intuições que resultam em lançamentos de produtos que desaparecem ou que, simplesmente, frustram os consumidores. O livro ajuda a entender os modelos de propostas de valor, como aproximar-se do cliente e evitar despender tempo com ideias que não funcionarão. Mostrará ainda o simples, mas complexo, processo de desenvolver e testar propostas de valor e chegar ao resultado de criar produtos e serviços que se adaptem perfeitamente às necessidades ou aos desejos dos clientes.

05: “Traction: How Any Startup Can Achieve Explosive Customer Growth” – Gabriel Weinberg

Como Gabriel Weinberg e Justin Mares aprenderam com suas próprias experiências a construir uma empresa de sucesso? Para cada startup que cresce, centenas de outras tendem a morrer. Os empreendedores inteligentes sabem, de acordo com os autores, que a chave para o sucesso não é a originalidade de sua oferta, o brilhantismo de sua equipe ou quanto dinheiro você aumenta. É como consistentemente você pode crescer e adquirir novos clientes (ou, para um serviço gratuito, os usuários). Isso é chamado de tração e torna tudo mais fácil – angariação de fundos, contratação, imprensa, parcerias, aquisições.

06: “Dilema da Inovação” – Clayton Christensen

Este livro assume a posição radical de que grandes empresas fracassam exatamente porque fazem tudo certo. Ele demonstra por que boas empresas, mesmo mantendo sua antena competitiva ligada, ouvindo os clientes e investindo agressivamente em novas tecnologias, perderam sua liderança no mercado quando se confrontaram com mudanças tecnológicas de ruptura e incrementais na estrutura do mercado. E conta como evitar um destino semelhante. Usando as lições de sucesso e fracasso de companhias líderes, ‘O Dilema da Inovação’ apresenta um conjunto de regras para capitalizar o fenômeno da inovação de ruptura/incremental.

07: “Competing against luck” – Clayton Christensen

A principal autoridade em inovação e crescimento apresenta um livro interessante sobre o que cada empresa precisa para transformar a inovação de um jogo de azar para um em que eles desenvolvem serviços que os clientes não só querem comprar, mas também estão dispostos a pagar preços premium.Como as empresas sabem crescer? Como eles podem criar produtos ou serviços que os clientes querem comprar? A inovação pode ser mais que um jogo de sucesso? O professor Clayton Christensen, da Harvard Business School, tem a resposta.

08: “De zero a um” – Peter Thiel

Para Peter Thiel, cofundador do PayPal e investidor em diversas startups, como o Facebook, o próximo Bill Gates não criará um sistema operacional. O próximo Larry Page ou Sergey Brin não desenvolverá um mecanismo de busca. E o próximo Mark Zuckerberg não criará uma rede social. Se você está copiando essas pessoas, não está aprendendo com elas. É mais fácil copiar um modelo que criar algo novo. O progresso vem do monopólio, não da competição. Se você faz o que nunca foi feito e consegue fazer melhor do que qualquer um, tem um monopólio — e qualquer negócio só é bem-sucedido na medida em que é um monopólio. Mas quanto mais você compete, mais se torna parecido com todo o resto. A competição destrói os lucros dos indivíduos, das empresas e da sociedade como um todo.
Como cada inovação é única, nenhuma autoridade consegue prescrever em termos concretos como ser inovador. Toda inovação vai de 0 a 1. No livro, o autor revela como construir empresas que criem coisas novas. Apresenta uma visão otimista do futuro do progresso e uma maneira original de pensar sobre inovação: ensina você a fazer perguntas que o levem a encontrar valor em lugares inesperados.

09: “Copycat” – Oded Shenkar

Em oposição ao livro anterior, Oded Shenkar, professor de gestão de negócios internacionais, faz uma proposta direta, ampla e um tanto surpreendente. Segundo ele, a imitação é mais rápida, mais barata, mais fácil de implementar, menos arriscada e mais lucrativa que a inovação. E que é possível imitar dentro da lei e obter grandes lucros. Ainda assim, a maior parte das empresas se rende ao poder mítico da inovação, empenhando-se para inventar “o próximo grande lance”. E se todo esforço for um desperdício de recursos? Shenkar apresenta com clareza os benefícios e as armadilhas dessa abordagem, com apenas um toque de teoria acadêmica. Ao contrário da maior parte dos autores de negócios, ele guarda o melhor para o final, pois a última parte do livro guarda uma mensagem forte e uma estratégia sensata.

10: “Sociedade de Custo Marginal Zero” – Jeremy Rifkin

Esse livro é sobre a Internet das Coisas, a comunidade de bens comuns e o eclipse do capitalismo. Em “A Sociedade do Custo Marginal Zero”, Jeremy Rifkin anuncia que um novo sistema económico está para entrar na cena mundial. A emergente Internet das Coisas dará origem a uma economia colaborativa, baseada numa comunidade de bens comuns. Este é o primeiro paradigma econômico a enraizar-se desde o advento do capitalismo e do socialismo do início do século XIX. A economia colaborativa transformará o modo como organizamos a vida econômica, permitindo reduzir drasticamente clivagens salariais, democratizar a economia global e criar uma sociedade ecologicamente mais sustentável. Neste livr provocadoro, Rifkin explica de que forma a Internet está a fortalecer a produtividade a ponto de o custo marginal de bens e serviços (custo de produção de uma unidade adicional se os custos fixos não forem considerados) ser quase igual a zero, tornando-os praticamente gratuitos, abundantes e independentes das forças de mercado.

11: “As técnicas de Si” – Foucault

Deda citou este texto de Foucault como um dos mais relevantes para a reflexão sobre inovação e empreendedorismo social. As técnicas de si, tal como apresentadas por Foucault, não podem ser dissociadas do cuidado de si e podem ser compreendidas como o conjunto de tecnologias e experiências que participam do processo de (auto) constituição e transformação do sujeito

12: “O fim do Poder” – Moisés Naim

Moisés Naím, um dos pensadores mais destacados da América Latina, analisa o que chama de grande erosão de poder no mundo — uma onda que afeta políticos, empresas e instituições. “O poder — a capacidade de conseguir que os outros façam ou deixem de fazer algo — está passando por uma transformação histórica. Ele está se dispersando cada vez mais, e os tradicionais atores (governos, exércitos, empresas e sindicatos) são confrontados com novos e surpreendentes rivais — alguns muito menores em tamanho e recursos (…) No século 21, o poder é mais fácil de obter, mais difícil de utilizar e mais fácil de perder. Das salas de diretoria ao ciberespaço, a luta pela capacidade de influenciar é tão intensa quanto antes, mas produz cada vez menos resultados”, defende Naim.

 

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