4 indícios de uma época de transição

Publicado em 15 de março de 2017 por Equipe Sociedade Global

Você também tem a sensação de que “tá tudo bem, mas tá esquisito”?

Essa frase foi estampada num grafite de rua em uma cidade brasileira não identificada e teve vários compartilhamentos nas redes sociais. Duas orações, dois credos: um lado positivo e outro cético. O grafite tem razão: está tudo bem, seguimos caminhando. Mas algo não está bem, há fuligem pesando o ar. E isso pode ser traduzido em três nomes: época tumultuada, crise econômico-política e quebra de velhos paradigmas. Mas não sejamos ingênuos: a temida e multi-facetada crise não está só no Brasil: se apresenta em escala global. São sinais de que estamos em meio a uma pesada tempestade que, depois de lavar todas as escadas imundas, sinalizará novos tempos. Não entre em pânico: é preciso saber lidar com isso e lutar para transformar nossa sociedade no que tanto sonhamos: um mundo mais democrático e sustentável.

Mas o que está acontecendo? Listamos 4 indícios de que estamos vivendo em uma época de transição.

 

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1. Lutas por um mundo mais sustentável

Está esquisito, mas também está tudo bem. Prova disso é que as preocupações ambientais são uma tendência mundial cada vez mais forte. O lixo tem sido visto como resíduo reutilizável e organizações como Greenpeace, WWF, 350 Org e Lixo Zero estão na luta por um planeta mais limpo e sustentável. Aliás, a palavra “sustentabilidade” virou moda, já percebeu? O jornalista André Trigueiro que o diga: seus programas “Mundo Sustentável” e “Cidades e Soluções” acomulam fãs. Mas essa moda não está apenas nos holofotes: ecovilas, hortas comunitárias, agricultura orgânica, agroflorestas, práticas de permacultura e composteiras domésticas estão surgindo como alternativas saudáveis para nossos problemas urbanos. Sim, a transição para um mundo sustentável é possível!

 

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2. Crise de representatividade política

Você acredita na efetividade do sistema político atual? Calma, não estamos te pressionando e te entendemos perfeitamente. Segundo dados dos Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os grandes vencedores do primeiro turno das eleições municipais de 2016 foram os votos inválidos ou nulos. Esses votos superaram o primeiro ou segundo político colocado em 22 capitais, entre elas Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). Ou seja: as pessoas não estão se sentindo representadas e os escândalos políticos só ajudam a descrer ainda mais no sitema.

De acordo com a pesquisa “Sonho Brasileiro da Política”, feita pela sociedade civil, 45% dos jovens se aproximariam da política caso o processo político fosse mais transparente e confiável e 33% desse público não participa por não acreditar na política partidária, no sistema como é hoje. Essa alta abstenção nas votações pode ser somada aos grupos que pedem apartidarismo nas manifestações de rua. “Afinal qual é a importância dos partidos se eles defendem apenas interesses próprios?”, indagam-se.

A democracia brasileira, que já é frágil, dá um grito de dor a cada novo escândalo político e a cada medida de austeridade econômica feita às pressas. Soma-se a isso a polarização entre esquerda e direita, acarretando discussões calorosas. Fora do Brasil a coisa não está menos complicada: partidos nacionalistas e xenófobos se fortalecem e se apresentam como a única saída para sanar os problemas econômicos e sociais.

Esse cenário significa que há uma crise de representatividade política e que as instituições tradicionais não estão mais funcionando como o esperado. É época de repensar tudo e aumentar as participações populares – até porque nós fazemos parte dos problemas e das soluções.

 

 

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3. Crescimento da economia compartilhada

Foi em meio a crise de 2008 que muita gente percebeu que o modelo hiper consumista não é mais sustentável e não conseguirá se manter por muito tempo. As preocupações ambientais, a recessão global, as novas tecnologias e a redefinição do sentido de comunidade levaram a novas práticas que podem ser resumidas ao fenômeno da economia compartilhada. Há vários sistemas alternativos ao capital radical, entre eles estão: mercados de redistribuição como as feiras de trocas, lifestyles colaborativos como o compartilhamento de habilidades e tempo, e sisstemas alternativos de produtos e serviços como os coworkings, Uber e Blah Blah Car. Sim, estamos quebrando velhos paradigmas rumo a um mundo melhor!

 

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4. Crise mundial trabalhista: é preciso encontrar novos modelos

A reforma da previdência e a trabalhistas são medidas extremamente polêmicas do governo Temer e estão sendo alvo de diversas manifestações. O mesmo aconteceu na França, quando medidas impopulares geraram protestos conhecidos como Nuit Debout e paralizaram o país inteiro por vários meses. Afinal, o que está acontecendo? A crise econômica e o envelhecimento da população está gerando conflitos enormes. A transição é isso: é hora de repensar os velhos modelos e encontrar soluções para o bem comum. É elaborar medidas que não prejudiquem a população, mas garantam a sustentabilidade do sistema. Se os políticos não oferecem medidas que nos satisfazem, por que não agirmos?  

 

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Você também sente que estamos em uma época de transição e tem vontade de participar dessas transformações na sociedade? Participe do programa de desenvolvimento de lideranças Jovens Profissionais do Desenvolvimento (JPD). Você passará por mentorias, coachings e vivências profissionais (job experiences) que vão te auxiliar a encontrar seu espaço de protagonismo diante de tantos desafios. As inscrições estão abertas: http://jpd.sociedadeglobal.org.br/

 

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